quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Desafio para 2010!

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Tente o sucesso...

- Sem agir guiando-se pelo medo;
- Sem falar mal das pessoas que você NÃO conhece;
- Sem falar mal das pessoas que você conhece mal;
- Sem falar mal das pessoas que você conhece de cabeça para baixo;
- Sem falar mal do mendigo ou do(a) véio(a) que você encontra na rua e pode até achar que conhece, mas não poderia estar mais enganado;
- Sem falar merda por trás e ser bonzinho pela frente... baby, c'mon, please... Desespero e medo da solidão tem limite;
- Procurando o seu caminho... SEM estragar o dos outros;
- Sendo criativo, não depreciativo;
- Amando, se amando, e FODA-SE;
- Mas não toque o foda-se para os que ama.

Nada melhor do que uma missão dessas no ano zero da economia limpa... Uma nova década se inicia! Coisas boas virão! Ou não?

http://pt.wikipedia.org/wiki/2010
[Sigmund Freud tá de DP! UHUL!]

E lembre-se, o idiota pode ser você!
Mude esta história!
All Together!
Uhul!


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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Auto-Crítica: Eu Amodeio Você.

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O que mais pode acontecer?
Não sei até hoje quais energias te regem, e a mim pareço o único no mundo que (AINDA) se importa com isso.

Mas, no (meu, apenas, sempre) início, eu sabia quais eram. Naquele mesmo momento em que acabei por te conhecer, acreditava em cada ideal que tinha. Foi numa noite em que tudo e eu só poderiamos ser melhores dali para frente.

Porque estava vivendo meus 15, 16, 17, 18 anos.
Chegando com uns 2, 3, 4, 5 de atraso.
Que amadurecência é essa em que se chega sem antes... enfim...
Aventuras que eu passei a ter só a partir dos 19.
E até hoje foram poucas, por falta de dinheiro;
Por falta de uma atitude em prol dessas e d'outras vantagens;
Por não me importar muito se você tem carro, já viajou, sabe mais de História ou já trepou das maneiras mais fudidas. [Eu mudei um pouquinho só nesse aspecto, de uns meses pra cá.]

Acontece que aquele era o caminho que EU tinha levado, nada mais, nada menos. E decepcionar-se com esse cruzar tão acidental de estradas, tão pouco proposital e tão destrutivo para o meu lado, é uma dor que vou levar comigo pelo resto da minha vida. E não é dor pequena, não é dor de cotovelo, é uma dor digna, uma dor dessas "e se fosse assim", "e se eu tivesse dito aquilo", "se eu não tivesse reagido desta maneira", mas sem a flagelação de um arrependimento. É um peso de auto-crítica, não só do que falta em mim para eu ser mais quem eu quero ser, mas também do que falta no mundo em que vivo. E, principalmente, na minha imagem. Me fazer entender. Eu queria que fosse mais fácil, mas sendo eu quem sou, vejo que não é.

Levarei mais tempo. Não sou prodígio, sempre contei apenas comigo mesmo para elevar minha estima - e nunca consegui fazê-lo de outra forma. Não consigo ser afetuoso sem sentir-me seguro. Não consigo sentir-me seguro ao lado de uma pessoa se duvido das energias que a regem.

E, por isso, amodeio você. Amo quando percebo as tuas energias, odeio quando as acho ruins e vejo que às vezes estava equivocado. Eis o meu carma: vivi uma vida de equivocos. Mais do que erros, crimes - equívocos. Cada um me ensinou algo. E cada um dos meus tantos equívocos com você, dos quais não sei se tem ideia, me ensinou algo. E eu me torno um pouco mais quem eu posso ser. Sabendo o que há de ruim e o que há de bom no que é certo, no que é errado e no que eu quero.

Mas,
ei,
você que está lendo isso aqui e pensa, "haha, que da hora, eu estou aqui nesta história, sou o Bad Guy ou a Bad Girl ou o/a Bad Tran daquele parágrafo ou do texto todo",
entenda que a auto-crítica sempre chega na vida de uma pessoa.

Mais cedo ou (BEM) mais tarde.

Sem querer fazer a santa, ou a evangélica, e mais seguindo o exemplo de Julian Casablancas: Desculpo-te, mesmo que não me peças desculpa.

A única pessoa que nunca vou desculpar sou eu mesmo.
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

FINALMENTE compreendendo a letra de uma música óbvia, e percebendo que estive inserido em um contexto que só muda de nome dependendo da classe social, mas que é o mesmo para todo mundo - e esse "todo mundo" NÃO é todo mundo, é um todo mundo genérico em que, por um tempo, irrisoriamente, eu pensei que não estava inserido. Isso depois de ter ao menos me inserido em algo pela primeira vez.

...
Oooooooooooooooh
Life is bigger
It's bigger than you
And you are not me
The lengths that I will go to
The distance in your eyes
Oh, no I've said too much
I set it up


Disse mesmo.
Tanto que não deu para diferenciar a merda do desejo.

That's me in the corner
That's me in the spotlight
Losing my religion
Trying to keep up with you
And I don't know if I can do it
Oh no, I've said too much
I haven't said enough


Não disse mesmo.
Afinal, tu sonha com algo muito além disso.
Mas tu há de se sair melhor na próxima.
E nas próximas.

I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try


Mas o que você queria, exatamente?
Não ficou claro!
Que porra de sonho é esse?
Acordasse e falasse!

Every whisper
Of every waking hour
I'm choosing my confessions
Trying to keep an eye on you
Like a hurt, lost and blinded fool (Fool)
Oh, no I've said too much
I set it up


Você esqueceu "freaky" e "scary".
Pra causar repulsa, isso é equivalente a feder.

Consider this
The hint of the century
Consider this
The slip that brought me
To my knees failed
What if all these fantasies
Come flailing around
Now I've said too much


Issaí. Agora tu se afundou.
Perdeu a noção.
Se castrou antes de cruzar.

But that was just a dream
Try, cry, why, try
That was just a dream
Just a dream, just a dream, dream


Que imbecil, meu!
Aprendeu?
Marromeno?
É hora de espantar o encosto certo.
Esse que está nos seus ombros.
Quanto à Vida...
...hum...
...esta continua sem você.

Taí uma razão pra correr atrás dela enquanto ela é assim, fodona.
Não sei até quando vai durar isso, mas acredito num bagulho assim:
o sonho morre ANTES.
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domingo, 27 de dezembro de 2009

"Freedom! '2010", "Fobias de Características Alheias" ou "Sex must be the way, cause it makes me come."

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Frases, Cases, Fases, Babeidous, Causes:

- "Me apaixonei por um assexuado."

- "Eu menti que já fiz sexo a três para poder fazê-lo de fato, pela primeira vez." [Válido para qualquer forma de sexo.]

- "De cada 3 caras que abordo, 2 eu pego e 1 é gay. Só pode ser."

- "De cada 3 minas que abordo, 3 são bi e 2 são lésbicas.
Falta eu pegar uma."

- "De cada 3 bofes que abordei, 3 eu já peguei. Quando? Não say."

- "Orientação Sexual: On-Line."

- "Não sou viciado em sexo, mas me masturbo diariamente."

- "Quero ter um filho seu."

- "Ele parecia gostoso e simpático no chat."

- "Eu tinha vergonha de dizer que te amo. Hoje eu tenho medo."

- "Quanto mais deprimida, mais selvagem - pensei.
Só não esperava ficar sem pinto."

Hum. Cada um com os seus traumas.
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sábado, 26 de dezembro de 2009

O BLOG ESTÁ DE VOLTA!

E aberto à evolução.
Sem deixar de ser um mero vômito de palavras.
E já em tom nostálgico.
Afinal de contas, quem ainda lê blo... ?
???
Quem ainda LÊ?
Lê,
absorve,
e NÃO coloca no seu Perfil-Persona 2.0
como se fosse o resumo da SUA vida, one and only?

Todos precisam saber, não é?
Guess what?
[Adivinha o quê?]
No!
[Não!]

Eis a hipocrisia!
[Eu sinto vergonha de mim mesmo,
por ter me deixado levar e ter caído como um pato...

Mas eu sou um reles adulto...

Vejam as crianças de hoje! Tá na TV! Todas já tem seu Orkut e suas Pulseirinhas do Sexo - isso para a classe baixa, para a classe alta o nome é Pulserinham Coloridam!]

[Mas peraí,
que ainda não acabou o vômito!
Faltam uns milhozinhos...]

Uma nova década se inicia,
e o enigma da vida continua intacto,
sobrevivendo a todas as especulações.

E esse Juízo Final não chega.
Puta que o pariu!
Só Roland Emmerich salva.

Mas imagina um Juízo Final com o Homem do Século XXI!
Não, IMAGINA um Juízo Final com o Homem do Século XXI:

"É tudo mentira, Jesus, calúnia, mentira sua, Jeová, você que é rançoso [ÓÓÓÓÓÓH!] e tem chulé,
Alá.
Eu, herege?
Herege é você!
É vocêêêêê!
Eu sou do bem!
DO BEM!!!!
Sou mau, mas não sou perverrrrrso!
Ou será o contrário?
O que é a verdade?
De qual verdade o Senhor está falando?
A minha ou a sua?"

Somos muy, pero muuuuuuy, muuuuuuuuuuuuy, MUUUUUUUUUUUUY COBARDES. Mas também já somos maliciosos o bastante para ludibriar até o Juizo Final.

Pois é. Deus já tá ligado.
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

"youngporra Explica!"

"10 motivos para posar para a Playboy:

1) Salvar o erotismo das mãos da breguice.
2) Não devo nada a ninguém.
3) Em alguns lugares do mundo, mulheres ainda são obrigadas a tampar seus corpos.

4) Vingança pura e simples.
5) NOS MEUS LIVROS, EU ME EXPONHO MIL VEZES MAIS.
6) Vou fazer 40 anos ano que vem.

7) Irritar a minha mãe.
8) Estou me lixando para o que os idiotas vão achar.
9) É a primeira vez na história que a coelhinha da Playboy tem 8 romances publicados.

10) Não existem ex-BBBs suficientes (aleluia)."

[by youngPORRA.]
[Válido para todos os gostos, de
Ele Ela a Aimé *Ironia On*(esses são os mais socialmente aceitos)*Ironia Off*]

terça-feira, 8 de setembro de 2009

"Me-ti-ê!" ou Estamira Explica!

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"Me trata como eu trato, que eu te trato...
Me trata com o TEU trato... que eu te devolvo teu trato!"

[Daquela que contrariou o dicionário,
dizendo que até era ruim... mas PERVERSA não era não.]
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sábado, 29 de agosto de 2009

mal-comum, rimas sem graça.

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eu nunca escondi
que não gostava de uma vida
assim embrulhada nas dores
enquanto muitos preferem
e aí está uma explicação
para a forma como ela acontece
comigo, com você
mas nunca conosco
são dores outras
são outros valores
meu ter perdeu-se outra vez
e vivendo na crueldade
deste Estado sem fim
penso que será difícil
tentar o encaixe
sem uma lista de regras
conduzir-me, com um roteiro em mãos
e ainda encontrar o imprevisto
não de um acontecimento
mas de uma objeção
de um novo ensinamento
sobre o que é o amor
e de um contra-argumento
sobre o que é vão
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

E a Pauta do Hoje é: O SILÊNCIO.

!!!

O dvg deifhwi wfjwfp!

Tlkqehq u anepq edfe toa wq efjipva, iprhyr fsv jsfval erqedq s asaso. Fsd dfaecan sa fakaf, çojwer fvwefpde s sawrefnwfk e aenaeflad. Ghahai, jqebq iahc! Jj aejmkoa... kqjed. Dhhqefjq k qenq a dfla aeo buskqen aaefca?

!!!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

terça-feira, 4 de agosto de 2009

To be continued...

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Nem tudo vira boa prosa ou poesia;

;?

Shh! Ei!

"Life, death, soul, God, past, present... Not insuperable barriers... not semicolons... just a comma."

,

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Tempo 2.0 - Parte 2

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em letras minúsculas, apenas:

aproveito humildemente este espaço para fazer um pedido a todos que [pelo menos] gostam de mim, até com razão em excesso no meio [o que, se tratando da minha pessoa, é uma possibilidade, eu diria, inviável]: nunca deixem de me dar uma orientação pessoal [em caso de ser voluntária, pensada, decidida - considerem os prós].

é bom lembrar que a gente sempre precisa.

a web 2.0 expõe ideias e caracteristicas em formação... ou informação... ou deformação... ou só expõe besteiras mesmo. é um microfone mais poderoso e mais democrático. de intenções mais abertas e obscuras...

e talvez por ela ser algo assim tão contraditório, as tribos do planeta terra só tenham feito separar ou desaparecer mais do que misturar. quem esperava este rumo? falam em revolução dos nerds e me parece uma conclusão, pois é fato. e possui efeito viral. o "ser nerd" migrou de grupo social, gênero ou estereótipo para costume.

costume que é legal, da hora e todo mundo tem ou quer ter um pouquinho. até o morador de rua fala em orkut e msn.

ter o seu perfil, a sua comunidade. e mesmo que sejam mais que uma, ou "fakes", mesmo que tenham cores, linguagens próprias, ainda obedecem a um só formato. e, pode ter certeza, foi um nerd que o criou.

para mais informações sobre a etimologia do termo NERD, acesse: agá tetepê, dois pontos, barra barra, petê ponto wikipedia ponto org, barra wiki, barra Nerd.
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domingo, 2 de agosto de 2009

Inocência de nada serviu, senão para fazer pouco.

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Pelo AMOR, literalmente, não venha com papo de "não temos mais inocentes" e ponha logo um anúncio no jornal: "precisamos de mais". Pois só se aprende a deixar a inocência com quem é velho de guerra. E eu tive meus professores.


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segunda-feira, 27 de julho de 2009

O Ácido Quer Doce!

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A fé já é outra. O espírito é o mesmo.
Ânsia de tempos melhores, sim.

Mas enquanto houver tanto tiro no pé e desencontros, em todos os sentidos, não abrirei mão do meu lado revoltado... só tomando cuidado pra não cair na armadilha da demagogia.

No máximo, amo. No MÍNIMO, respeito.

Tudo que odeio, o faço em segredo, porque tenho certeza que isso é fruto do desentendimento e das burras pretensões humanas. Me afasto e, à distância, o meu ódio vai embora e não me consome. Vem outra coisa no lugar.

Mas não me odeie, caro(a), porque você vai alimentar isso pelo resto da sua vida. Não mudo uma palha por quem me odeia. Mudo pela minha própria sensibilidade.

Indiferente só fico ao que ainda não conheço.
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domingo, 26 de julho de 2009

Tempo 2.0

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Contemporâneo é de fato esquecer que vivemos num Tempo, composto por quase sete bilhões de tempos individuais e governado por poucas (e boas?) almas, as mais megalomaniacas. É organicamente um requisito.

Supera qualquer mera manifestação de vaidade. Como esta aqui. O "quem sou eu" definitivo numa ampla rede social.
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sábado, 18 de julho de 2009

"Entrelinhas: Como São Criados Astros & Estrelas", ou "Tom Zé Explica!"

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Fiz o disco “Estudando o Samba” em 1976. É claro, eu achei que tinha inventado uma novidade, uma coisa diferente de tudo na música brasileira. O tempo foi passando, 1976, 1977, 1978, e ninguém falava nada do disco. Eu também desisti dele aquela altura. Em 1984, uma pessoa me pediu para eu copiar do LP de Estudando o Samba duas músicas para ela usar não me lembro para quê. Aí coloquei numa vitrola e o microfone do gravador perto para copiar. Quando eu coloquei o disco para tocar fiquei na porta do quarto, comecei a ouvir e imediatamente pensei:‘puxa vida! Fui eu que fiz isso. Caramba, isso é bom demais. Pôxa, e ninguém ouviu, ninguém falou nada? Que é que eu sou, sou uma praga? Tira isso da minha frente, eu não quero mais saber disso, senão eu vou ficar louco”.

Isso mesmo. Em 1989, eu falei para a Neusa que ia largar tudo isso. A essa altura do campeonato o David Byrne já estava com o meu disco. Ele levou o disco em 1986. Ele comprou numa loja aqui em São Paulo. Mais tarde ele me contou que chegou na loja e viu a capa de um disco e conseguiu ler as palavras “Samba” e “Estudando”. E viu embaixo a ilustração de corda e arame farpado. Ele me disse que pensou qual relação teria o samba com corda e arame farpado. Pensou na ditadura militar aqui no Brasil. Muito bem, comprou o disco e levou para os Estados Unidos. Chegando lá, um belo dia ele botou para tocar. Já nos primeiros acordes ele conta que parou e disse: “isso não é samba, é muito bom!”. Imediatamente ligou para um amigo aqui no Brasil na tentativa de saber que era o cara daquele disco. E ele foi, foi ligando, tentando e não havia meios de me achar. Aconteceu que teve até o Caetano no meio disso. Quando a notícia chegou a mim, eu já estava com tudo pronto para voltar para Irará, para trabalhar num posto de gasolina lá. Não queria mais saber de nada. Falei para a Neusa: “Vamos voltar para lá, trabalhar para ficar um pouco mais contente, atender as pessoas como eu fazia na loja de meu pai e acabou”. Já estávamos também pedindo a transferência de Neusa para o Sesi de Feira de Santana, que fica pertinho de Irará. Então, quando veio no jornal a notícia de que o David Byrne estava a minha procura eu liguei para o Caetano, porque eles eram amigos. Aí liguei, “Caetano, eu li uma nota aqui no jornal que diz que o David Byrne está interessado em mim” Aí ele disse: “Não, deve ser o Tuzé de Abreu, que é amigo dele.”

Depois disso eu telefonei para o Zé Miguel Wisnik, mas ele estava viajando. Quando ele voltou de viagem ele me ligou. Aí eu falei assim: “Não é nada não Zé. Foi um negócio aí que eu me enganei. É mais um dos enganos que vêm na minha vida, já estou tão acostumado a levar porrada de tudo nessa vida, mas não é nada não”. E ele insistiu: “Mas o que é que foi?” “Não é que teve uma história aqui de que David Byrne estava me procurando, mas Caetano já me falou que não era nada comigo, que era com o Tuzé de Abreu”. E já ia me despedindo dele quando ele desesperado lá do outro lado da linha: “Peraí, peraí Tom Zé, não desligue não!”. “O Tom Zé que eu ouvi falando lá na porta do teatro antes do show do David Byrne é você sim! Quando eu entrei no teatro, me falaram a mesma coisa, quando acabou o show, outras pessoas me falaram que era você quem o David Byrne estava procurando”. Aí eu voltei a acreditar. Liguei para o Roberto Santana, um primo meu que é produtor. “Torne-se um alvo visível”, ele me disse. Na hora até ri, parecia coisa do Exército, mas depois fiquei imaginando de que modo eu me tornaria um alvo visível. (risos)
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sábado, 11 de julho de 2009

Nem todo conteúdo é mensagem digna de ser lida. Mas só se descobre lendo.

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Há a ausência no gesto. A necessidade na fala.
A procura na compreensão. A vaidade no afeto.
A solitude ao esquecer e a solidão ao lembrar.
Há também a chance de não perguntar.
E não saber. E entender mais.

Envolver a presença no gesto,
a vontade na fala,
a satisfação na procura,
a humildade no afeto,
a solitude ao lembrar.

Há a chance de sempre perguntar.
E saber. E entender menos.
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terça-feira, 30 de junho de 2009

Ashton Explica! Ou melhor, Ensina.

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[Abre áspas.]

2 my Brazilian tweeps; Only U have the power 2 impeach your senator. It's YOUR country U have 2 stand 4 what you believe. I have no vote

[Fecha áspas.]



Muita vergonha alheia. Agora. Sinto.
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domingo, 28 de junho de 2009

Fornicoques

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Frígido, eu?
Ah, vai se masturbar!
Você é que não aguenta minha(s) história(s)!
Que adianta trepar por aí e não sair do morno?
Sou é 8 ou 80!
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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Fórmula

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É engraçado, nos momentos em que penso na expectativa dos outros em vez das minhas. Algo que sempre adorei fazer: conseguir estas perspectivas, estes planos. Intercalá-los com os meus - o que pode ser apenas uma grande expectativa. E muitas vezes é. Exposta para o outro ver e, quem sabe, pensar nela. Se não for antes uma adivinhação minha.

E desta maneira, brevemente, quebras de expectativa não se passam por decepções e sim por momentos muito divertidos. Até se revelarem pequenos desperdícios de esclarecimento. Atrasos que entristecem. Azedos equívocos, irreparáveis. Talvez inevitáveis, talvez mera expectativa sobre expectativa. É porque os porquês nutrem a alma. Ou a mente. Exatamente do jeito que ela precisa. Ou quer. Ou os dois. Ou os quatro. Ou falsa expectativa.

Expectativa gera pretensão, que gera afirmação. Chamada por vezes de verdade e, sem negar sua descrição, sendo de fato uma dentre inúmeras verdades. "Conformidade da ideia com o objeto!, do dito com o feito, do discurso com a realidade", diz o dicionário. E eis a descrição mais esclarecedora desta que é a maior das expectativas.
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

"The language is leaving me in silence."

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Não é toda a bagunça que incomoda.
É a distância.

Mais penetrante do que qualquer junção de palavras.
Tão difícil de entender, exceto quanto ao porquê.

Faltam elementos? Trocas? Respeito?
Desculpas só a quem não conhece.

Mas e a quem conhece?
Há a distância.

A sensação de metaforizar-se é frustrante.
É alguma derivada de ver-se tal como se é.

Quanta gente de carne passada e osso gasto...
Além do mais, se está distante, é porque não importa.

Certo?
Ou deveria importar?

Responda Sim ou Não, dane-se, a mim importa.
Mas quando importa, não é distante.
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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Quando resolvi - por que não? - sair.

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Pela minha vida ou por um convite.
Por não saber como explorar de perto.
Mas com tantas naturezas fora e dentro.
Esperando para chocarem-se ou unirem-se.
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"Estamos habituados a separar o mundo exterior do interior. Mas não é necessário fazê-lo. Nosso espírito pode ir além das fronteiras que lhe impomos, ir ao além. Além dos limites em que circunscrevemos nosso mundo, há muita coisa nova e diferente."

[H. Hesse]

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Descobri "Para Ler e Guardar", de H. Hesse, e percebi como nossas mentes podem ser práticas. Entenda-se "curtas e grossas". Ok, preguiçosas, whatever.

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"Em última análise, toda arte, e especialmente a poesia, tem de justificar sua existência pelo fato de não apenas nos proporcionar prazer, mas agir também diretamente em nossa vida, como conforto, como ensinamento, como advertência, como ajuda e apoio, seja para suportarmos a vida em si mesma, seja para vencermos suas dificuldades." (330)

[Introversão é A tendência, forever.]
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Muito prazer, Philip Roth. [Ele explica!]

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"Combatemos nossa superficialidade, nossa falta de profundidade, de modo a tentarmos nos aproximar dos outros livres de expectativas irreais, sem uma sobrecarga de preconceitos, esperanças, arrogância, da forma menos parecida com o avanço de um tanque, sem canhão, sem metralhadoras e sem chapas de aço de quinze centímetros de espessura; a gente se aproxima das pessoas da forma menos ameaçadora, de pés descalços, em vez de vir rasgando o capim com as esteiras do trator, recebe o que elas dizem com a mente aberta, como iguais, de homem para homem, como dizíamos antigamente, e mesmo assim a gente sempre acaba entendo mal as pessoas. A gente pode também possuir o cérebro de um tanque.

Já estamos entendendo errado as pessoas antes mesmo de encontrá-las, enquanto ainda estamos prevendo o que vai acontecer; entendemos errado enquanto estamos diante delas; e depois vamos para casa e contamos a alguém sobre o encontro, e de novo entendemos tudo errado. Uma vez que a mesma coisa acontece com os outros em relação a nós, tudo vira uma ilusão desnorteante, destituída de qualquer percepção, uma espantosa farsa de incompreensões. E, com tudo isso, o que é que vamos fazer a respeito dessa questão profundamente significativa que são as outras pessoas, que se vêem drenadas de toda a significação que julgamos ser a delas e adquirem, em vez disso, um significado burlesco, o que vamos fazer se estamos tão mal equipados para distinguir os movimentos interiores e os propósitos invisíveis uns dos outros?

Será que todo o mundo devia trancar a porta de casa e ficar quieto, isolado, como fazem os escritores solitários, em uma cela à prova de som, invocando as pessoas por meio de palavras e depois sugerindo que estas pessoas feitas de palavras estão mais próximas das coisas reais do que as pessoas reais que deturpamos todos os dias com a nossa ignorância? Persiste o fato de que entender direito as pessoas não é uma coisa própria da vida, nem um pouco. Viver é entender as pessoas errado, entendê-las errado, errado e errado, para depois, reconsiderando tudo cuidadosamente, entender mais uma vez as pessoas errado. É assim que sabemos que continuamos vivos: estando errados. Talvez a melhor coisa fosse esquecer se estamos certos ou errados a respeito das pessoas e simplesmente ir vivendo do jeito que der. Mas se você é capaz de fazer isso… bem, boa sorte."
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sexta-feira, 22 de maio de 2009

"Dezenove de Junho - O Dia da Fagulha" ou "Goldschneider & Elffers Explicam!"

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As pessoas nascidas no dia 19 de junho trazem à tona o que há de melhor e de pior nos outros. Raramente se deparam com a apatia, pois provocam respostas intensas, mesmo quando parecem não estar agindo de maneira provocadora. Sua mera presença pode ser de certo modo intimidante, e, portanto, gerar antagonismo, mas seu vigor e força talvez inspirem também admiração.



As mulheres nascidas nesse dia são muito persuasivas, objetivas e, em geral, sabem exatamente o que desejam, seja progresso na carreira ou na educação, uma relação emocional gratificante ou estabilidade financeira. Os homens deste dia, por outro lado, são geralmente estáveis, persistentes, independente do destino que os aguarda (mas são igualmente motivados). Tanto os homens quanto as mulheres nascidas nesse dia tendem a fazer com que os acontecimentos à sua volta se intensifiquem.



Embora as pessoas nascidas no dia 19 de junho sejam admiráveis por raramente, ou jamais, render-se a pressões externas, elas podem, eventualmente, ser inflexíveis, quando um espírito de concessão facilita as coisas para elas. Seja correta ou não a sua interpretação, podem encarar essa concessão como uma traição aos seus desejos, crenças ou aspirações.



As pessoas nascidas no dia 19 de junho são bastante estimulantes, capazes de motivar o indivíduo mais indolente. Suas fortes convicções e coragem para agir servem, definitivamente, como um exemplo positivo. Embora seus métodos para motivar os outros possam parecer um remédio forte demais, não se pode negar que um bom empurrão é necessário de vez em quando. E, embora os outros possam sentir algum ressentimento por serem mobilizados, normalmente apreciam as boas intenções dos nascidos em 19 de junho.



A incapacidade ou recusa em reconhecer limitações em si próprio e no seu papel social talvez seja um grande problema para as pessoas nascidas no dia 19 de junho. Mobilizar-se excessivamente ou rápido demais não apenas os expõe ao risco de um esgotamento como pode realmente levá-los a uma situação difícil. Talvez atuem bem sob estresse, até mesmo se sobressaindo, mas, com o tempo, esse estresse cobra deles o seu preço. Os nascidos neste dia devem levar em consideração os efeitos do seu estilo de vida intenso sobre suas famílias e sobre as pessoas a quem amam, que talvez não estejam preparados para tanto esforço.



Se os nascidos em 19 de junho puderem intensificar sua percepção do que acontece em seu íntimo e no mundo à volta deles, evitarão a exaustão, aumentando suas chances de êxito. Permitir-se o luxo da escolha, a liberdade de ocasionalmente contornar os obstáculos (em vez de confrontá-los) é um grande passo na direção certa.




PONTOS FORTES
Envolvido
Persistente
Inclinado a desafios
PONTOS FRACOS
Provocativo
Problemático
Inconsciente
CONSELHO
Seja um pouquinho mais contemplativo. Evite prender-se a apenas uma orientação ou papel. Leve em conta os sentimentos dos outros e permaneça aberto a entendimentos.




MEDITAÇÃO
Não aposte corrida com um guepardo.
Não lute com um canguru.


[Do livro A Linguagem Secreta dos Aniversários]
...

domingo, 17 de maio de 2009

A vitória está do seu lado.

...
Eu sabia desde o início. Nunca pensei outra coisa.
Houve só um tempo em que sonhei meus sonhos mais alto.
Como é comum na vida de cada um.
De quem você sente falta? O que você não tem?
Ou você está bem agora?
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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Generosidade com bêbado.

...
A doida derrubou o arroz que sobrou do churrasco dentro do taxi.
E estava tudo bem pra ela.

A doida não sabia se ria ou se chorava.
Se queria ou não ajuda.

A doida era a razão de termos pego um taxi,
mas não pagou um centavo da viagem.

Generosidade com bêbado, de imediato,
é feito enxugar gelo.

Magina só:

Pra ela, naquele singelo momento,
até sem arroz sujando todo o carro,
sem ser piada ou história triste,
sem ter mão amiga,
pagando o taxi
ou apenas considerando o motorista,
haveria diversão.
...

terça-feira, 12 de maio de 2009

Fazer sem sentir...

é uma coisa engraçada.

A incomunicabilidade é tanta,
que qualquer esboço de conto de fadas é bem-vindo.

Eis a vida:
quanto maior é o sofrimento,
menor é a chance de um clímax.
...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

"...possibilidade de amor." ou "F. Abreu Explica!" [E cada um transfere para seu pequeno mundo.]

...

"Há alguns dias, Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.

Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.

Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível". Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece.

De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.

Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome."

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domingo, 10 de maio de 2009

[Gosto tanto dos desesperados...]

...

Se tu estás tão feliz
e tão certo
é porque tiveste uma noite inteira de descanso ou de fanfarra
não de um meio termo.

Não recriminaste
não julgaste
não te defendeste do que é inofensivo a ti
mas ofensivo a uma sociedade.

Ou...

Te masturbaste
e não incomodaste ninguém.

Talvez não haja nada a dois [ou mais]
que não inclua o incômodo.

Superaste isto também.
Tarde demais.

Mas disseste tudo o que tinha a dizer.
Não foi o bastante, mas foi tudo.

Tentaste.
Tarde demais.

Tiveste tanto a mostrar.
Mas ninguém a ver.

Desperdiçaste.
Não entendeste nada em tempo real.
Só em tempo de sonho e de queda na realidade.

Achaste-te e perdeste-te inúmeras vezes.
Nunca em sintonia com qualquer outro ser da sua espécie.

E agora encontra-te com tanto a dizer
como há anos atrás,
mas assim encontram-se todos.

Resta encontrar uma forma
e [talvez] um tempo.

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Se eu falei...

...tá falado.

Oras. Tá falado.
Não acabei de falar? Tá falado.

...

Mas legal mesmo é quando alguém não só fala, mas atua.



...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Me deparei com muitas tristezas... querendo felicidade.

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Tenho 12 anos. É um fim de semana. É noite. Estou brincando na rua, feliz, com meus amigos. Em minha mente e meu espírito. Confio nisso. Eles são meus amigos. Eles estão COMIGO. Eles desejam minha companhia. Eles estão se comportando estranhamente. Eles saem correndo e entram na casa de um deles. Eu grito desesperado e os chamo de folgados. Eles voltam, me ameaçam, me expulsam. Eu subo ao meu apartamento [, 3º andar], o prédio fica ao lado daquela casa. A janela do meu quarto idem. Quando chego [lá] e abro a janela, ouço um deles falando que tem nojo de mim. Que não suporta ouvir minha voz. Os demais concordam. Eles não desejam minha presença. Choro muito. Grito para o meu travesseiro. Rezo para aquilo não estar acontecendo de verdade. Pergunto se um dia ainda me recupero por completo, e quando chegará esse dia. Sonho. Durmo.

...

Aaaaah
Aaaaaaaaaah
Aaaaaaaaaaaaaaaaaah

Refestança dança, daaaança, daaaaança,
Daaaaaaaança quem pode dançaaaar
Refestança canta, caaaanta, caaaaanta,
Caaaaaaaaaanta quem pode cantaaaaaaa aaa aar

Na hora aqui agora quando a banda tocar
Senhoras e senhores, crianças vamos voar
Voar, voar, podem desatar os cintos de segurança
Que a esperança é vontade
Que a bonança é verdade
Que a verdade é amar

Aaaaaaaah
Aaaaaaaaaaaaah
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaah
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

Refestança dança, daaaança, daaaaança,
Daaaaaaaança quem pode dançaaaar
Refestança canta, caaaanta, caaaaanta,
Caaaaaaaaaanta quem pode cantaaaaar

Só não pode quem não quiser
Ver que o céu da Terra é azuuuuuul
Ver que o verde é verde
Que a vida viaja
Que com a vida a gente vaaaaaai

Vaaaai
Vaaaaaaaaaai
Vaaaaaaaaaaaaaaaaaai

Ai...
...

domingo, 26 de abril de 2009

Você sabe.

...
Se tem algo que estimula a escrita, é a Não Vida.
E, para ela, todo conselho ou falso entendimento é pouco.
...

Pro"s"ac dos Pro"s"acs

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Não haverá sensibilidade ou compreensão no mundo que salvará a vida de alguém. É uma questão de habilidades, propriedades, interesses, culturas, histórias, comunicação, concentração.

Pois é. Concentração.
Transformo-as então em Distração.

Fiz, está feito.
Vi, está visto.

Se, num determinado momento, o que era certo se torna uma piada, é a incerteza mais certa martelando na cuca: ou somos todos pequenos demais para um grande ideal, ou um homem já é grande demais para uma só idéia. Sequer queremos ser só grandes ou só pequenos.

Somos todos, de fato, imensuráveis, no sentido mais abstrato ou concreto do termo.
...

sábado, 25 de abril de 2009

Os Dois Lados da... Lama.

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"Se eu quiser fumar, eu fumo
Se eu quiser beber, eu bebo
Não me interessa mais ninguém
Se o meu passado foi lama
Hoje quem me difama
Viveu na lama também
Comendo a mesma comida
Bebendo a minha bebida
Respirando o mesmo ar
E hoje, por ciúme ou por despeito
Achar-se com o direito de querer me humilhar
Quem foste tu?
Quem és tu?
Não és nada!
Se na vida fui errada,
Tu foste errado também
Se eu errei, se pequei,
Não importa!
Se a esta hora estou morta,
Prá mim, morreste também!"

...

"Pelo curto tempo que você sumiu
Nota-se aparentemente que você subiu
Mas o que eu soube a seu respeito, me entristeceu
Ouvi dizer que pra subir, você desceu
Você desceu

Todo mundo quer subir
A concepção da vida admite
Ainda mais quando a subida
Tem o céu como limite

Por isso não adianta
Estar no mais alto degrau da fama
Com a moral
Toda enterrada na lama"

...

domingo, 19 de abril de 2009

Não sei se vale a pena pra você, mas... já parou pra pensar que

...
o que é felicidade pra você pode ser apenas uma idéia patética para este ou aquele outro?

O resto você já sabe: viva e não pare de pensar nela. Pois este e aquele outro com certeza estão pensando em seus respectivos ideais.

E se há um ideal coletivo de felicidade, este certamente incluirá a harmonia entre TODAS as partes, ou nunca será coletivo.

Quem quer?
Quer?
É difícil querer.
Mais do que não querer e dizer que quer.
Muito mais do que achar que tem.
...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

"Post Especial de Páscoa" ou "Kushner Explica!"

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- Em sua experiência de mundo, como as pessoas mudam?
- Bem... Isso tem algo a ver com Deus, então não é muito agradável.

Deus rasga a pele, com uma unha denteada, da garganta à barriga... e aí enfia uma mão imensa e imunda lá dentro.

Ele agarra os seus canos sangrentos... e você desliza para escapar, mas Ele agarra firme. Ele insiste. Ele puxa e puxa... até que todas as suas vísceras sejam arrancadas para fora.

E a dor...

Nem consigo falar sobre isso.

E aí Ele as enfia de volta... sujas, enroscadas... rotas...
Cabe a você dar os pontos.

- Levante-se. Caminhe.
- Somente vísceras destroçadas fingindo.
- É.
- É assim que as pessoas mudam?
- ... (Sim.)

[Escrito por T. Kushner - trecho de Angels In America.]
...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Sempre uma chance.

...
W. Whitman, mais uma vez, explica:

"És a nova pessoa vinda a mim?
Toma um aviso, para começar: com certeza eu sou muito
diferente de quanto imaginaste.
Imaginas que em mim acharás teu ideal?
Julgas tão fácil assim eu me tornar teu amante?
Pensas que minha amizade será satisfação imaculada?
Achas que eu seja fiel e mereça confiança?
Tu nada vês além desta fachada, do meu jeito macio e tolerante?
Julgas estar avançando em bases realmente firmes na direção
de um homem realmente heróico?
Não te passou pela cabeça, ó sonhador, que tudo pode ser
maya, ilusão?"

...

"Máquina alguma de poupar trabalho
nem descoberta eu fiz,
nem sou capaz de deixar após mim nenhum rico legado para
fundar hospital ou biblioteca,
nenhuma reminiscência de um ato de coragem pela América,
nem êxito literário ou do intelecto, nem livro para as estantes,
senão uns poucos cantos vibrando no ar eu deixo
aos camaradas e amantes."

...

"Neste momento terno e pensativo sentado a sós,
sinto que há em outras terras outros homens ternos e
pensativos,
sinto que posso dar uma olhada por cima e vê-los na Alemanha,
Itália, França, Espanha,
ou longe, muito longe, na China, Rússia ou Japão, falando
dialetos outros,
e sinto que se pudesse conhecer esses homens poderia eu ficar
ligado a eles como faço com homens de minha própria terra,
ah sei que poderíamos ser irmãos ou amantes,
sei que estaria feliz com eles."

...

"Às vezes com quem amo fico cheio de raiva,
por medo de estar dando amor não retribuído;
agora penso porém que não há amor sem retribuição,
a paga é certa de uma forma ou outra.
(Amei certa pessoa ardentemente e meu amor não foi
retribuído,
mas desse alguém eu tirei com que escrever estes cantos.)"

...

[E no meio de um banho concluo pela enésima vez que não há ou mais haverá gênios vivos no mundo. Qualquer fraude hoje é facilmente desmascarada, para qualquer sentido ativo. Ora vivendo, ora pensando entender, ora "desentendendo". Nada sólido o bastante para permanecer e não ser mudado. Sonhos, buscas, surpresas são algo mais vívido e possível de se tocar. Somos todos gênios e estúpidos em potencial... em estado de mente auto-indulgente. Mas, sim, farão falta gênios como os de antigamente, que já explicaram tudo. São muitos. Não farão falta gênios como os de hoje. Tão decifráveis.]

[Uma das coisas mais engraçadas de se ler na internet atualmente é a interação, intervenção ou troca de ofensas entre artistas pelo Twitter. Quero ver quando teorizarem uma época como essa no futuro, se é que essa coisa de teoria vai sobreviver. A muito custo e constantes renovações durará a Pesquisa.]
...

domingo, 5 de abril de 2009

"Ao Começar Meus Estudos" ou Whitman Explica!

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Ao começar meus estudos, o passo inicial me agradou tanto,
a simples tomada de consciência dos fatos, essas formas, a força
em movimento,
o menor inseto ou animal, sentidos, vista, amor,
digo que o primeiro passo me infundiu tanto respeito e me
deu tanto prazer
que a muito custo eu teria passado, e a muito custo gostaria
de passar adiante
senão de parar alí e vaguear todo tempo cantando aquilo em
cantos extasiados.

[W. Whitman]
...

Quem sabe do que sofre sabe com o que se rir.

...
Quem sofre sabe por que ri... alguém disse.
E depois mais alguns. Já é ditado.
Pois então trate de deixar quem quer se divertir como quer.
Entendeu?

É a coisa mais difícil do mundo, certeza. Mas as rasteiras da vida sempre me trazem de volta a esse conceito.

[É um conceito tão confuso quanto a liberdade.]
...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Uma Coisa

Já Sei
De Onde
Quando
Por Que
Como
Não Rola Amor

[My body [was] a cage... "...but my mind holds the key."]
[Em homenagem ao Dia da Mentira.]
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domingo, 29 de março de 2009

"Ele cuspiu em mim. Eu dei um bofetão nele..." ou Ney Explica!

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A Globo promete levar ao ar, em breve, mais um de seus especiais "Por Toda a Minha Vida". Desta vez, o foco é Cazuza e seu relacionamento com Ney Matogrosso. À coluna de Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo, o cantor e compositor diz não entender por que não foi consultado para o programa e revela detalhes íntimos da relação - coisas que só ele sabe.

"Ele cuspiu em mim. Eu dei um bofetão nele e disse: 'Ai, sai daqui... drogado!'. E eu também era drogado". Assim Ney Matogrosso descreve a briga final entre ele e Cazuza, depois de um sumiço de três dias do futuro vocalista do Barão Vermelho, que reapareceu acompanhado por um traficante de cocaína.

Ney assume que consumia drogas com Cazuza, mas deixa claro que não gostava de pó - e que não aguentou conviver com o descontrole do namorado em relação à droga.

Para ele, Cazuza escondia seu melhor lado, um lado que quase ninguém conhecia, carinhoso, "bonitinho", como ele define: "Eu falava: 'Você esconde o melhor de você. Você fica mostrando essa coisa escrota sua, que é uma mentira, uma máscara que você está usando."

Anos depois da morte do cantor, Ney tenta entender por que também não foi atingido pela AIDS, doença que matou Cazuza. "Cerca de 80% dos meus amigos foram levados, e eu tô aqui. Eu estive exposto da mesma maneira que eles", relata.

"Gostaria muito de saber o que há comigo que impediu essa doença de me pegar. Deus? Não acho que ele esteja preocupado com minha sexualidade", finaliza.

[Fonte: IG.com.br]



[.]


...


...da resposta a uma mensagem estimulante (3)

...
"Acabamos de superar um grande obstáculo, certo?
Então não há razão para me pedir perdão.
Estamos mais fortalecidos agora.
Somos eu e você.

Contra uma multidão, se for preciso."

[Sou eu. É você. Somos eu e você.]

"And when the spring arrived, we were taken by surprise
When the flows under our feet bled into the sea
And nothing was left for you and me..."
...

quarta-feira, 25 de março de 2009

"Avoado" (ou "Perrrdido de Amorrr!")

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[de 05/08/2007... para um outro blog, extinto, também de Baixa Frequência - com o perdão do trocadilho]

...

No ônibus, enquanto ouve operários falando sobre fôtêból e comêda na mesa, preparada pela mulher. "Todos tem seu refúgio. Menos aquela mulher. E aquela. E aquela."

Em casa, enquanto sua mãe supervaloriza a performance da Íris Stefanelli no TV Fama. "Você a ama acima de tudo. Isso, sua mãe. A Íris... tá aproveitando, né?"

No semi-trampo, enquanto o chefe lhe diz "Você precisa amadudecer para ontem, muleque" e arrota um "Bufff" fétido bem na sua cara. "É um processo lento para alguns... AAAnd I'm outta here."

No cinema multiplex/teatro, quando pisam em falso no degrau que está ao seu lado, tal como ele havia feito em momentos passados. "O que eu não quero para mim, eu não faço para os outros. Não ria, Avoado! Não ria!"

Tudo rende estudos filosóficos para ele. Tudo o desconcentra. Mas seu caminho de reflexão é, na verdade, um ciclo de reflexão que só se completa quando o foco torna a ser sua própria condição:

"Eu estou fud... opa, perrrdido de amorrr, e não tenho esses olhos para mais ninguém. Ao mesmo tempo que tenho para todo mundo. Compreeeeeende? Estou olhando para o mundo, porque assim quero e assim sinto, mas meus olhos não mais me pertencem. Vejo meu amor e é como se não tivesse o menos absoluto controle sobre eles. Quer dizer, não seria bem controle... De certo não temos poder algum sobre nossos olhos, mas aprendemos bastante sobre eles com o passar do tempo e acabamos pegando certa manha de brincar com esse não-poder. É uma defesa tão automática... tão óbvia... tão enraizada. Luto o quanto posso para me desfazer dela. É uma defesa inútil. Talvez o melhor a fazer seja mesmo ter um amor.

Pelo menos um."
...

A boy with a guitar.

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Ele me disse para não acreditar tanto no que eu digo.
Sempre me pego pensando nisso, desde então.
Agora me sinto mais à vontade com as palavras.
Tanto que deixo a crença se esvair.
E ela acaba escapulindo para as minhas ações.
Agora acredito além das palavras.
O que é bem satisfatório ao coraçãozinho.

E quando estou errado, faço como Rilke Explica(!), que é pra continuar o processo. Como diz aquela musica do Milton Nascimento, "você ainda pensa e é melhor do que nada", mas enfim, trato sempre de reciclar meu pensamento. Ainda bem que não ajo como há três anos atrás. E o meu alívio deve ser maior daqui a três anos.

Entendo, de uma vez por todas, como um objetivo para minha vida, não mais como objetivo de um coletivo, de uma nação ou da humanidade. É sim escolha. E quando necessário, será luta.

Numa conversa que tivermos, em vez de gritar que você, você aí, mesmo lendo este blog, não tem idéia do que se passa aqui, como sempre, olharei para fora e ouvirei de você o que está acontecendo aí.

Tudo o que quiser me contar. Se também quiser ouvir... [Tá difícil...]

[Minha escolha. É mais simples do que parece.]
...

domingo, 22 de março de 2009

Existem...

...
Erros.
E erros grosseiros.

Acidentes de percurso.
E desvios premeditados.

Inconsequências sutis.
E estudos mentais.

Aprendi com todos da mesma maneira.
E aprendi a distingui-los.

É exatamente no momento da perda da inocência
que se faz a decisão mais importante de sua vida.

A que custo?
Tudo fica TÃO mais fácil num livro
semi-ou-todo-autobiográfico-póstumo.

Que nada.
A minha decisão eu já tomei de criança.
...

sexta-feira, 20 de março de 2009

"Every kind of love...

...
Or at least my kind of love,
must be an imaginary love.... to start with..."


Guess that can explain the rain waiting walking game... and...
Schubert? Oh no.

A boy with a guitar.

...

segunda-feira, 16 de março de 2009

Não-Re-Espelho

...
Não exatamente especial.
Não explicavelmente esquecido.
Não essencialmente entendido.

Pouco desenvolvido.

[Amor e desperdício.
Não há mais motivos no caminho.]
...

sábado, 14 de março de 2009

Rilke Explica!

...

"Viareggio perto de Pisa (Itália),
23 de Abril de 1903"

"Obras de arte são de uma solidão infinita, e nada pode passar tão longe de alcançá-las quanto a crítica. Apenas o amor pode compreendê-las, conservá-las e ser justo em relação a elas. Dê razão sempre a si mesmo e a seu sentimento, diante de qualquer discussão, debate e introdução; se o senhor estiver errado, o crescimento natural de sua vida íntima o levará lentamente, com o tempo, a outros conhecimentos. Permita a suas avaliações seguir o desenvolvimento próprio, tranquilo e sem pertubação, algo que, como todo avanço, precisa vir de dentro e não pode ser forçado nem apressado por nada. Tudo está em deixar amadurecer e então dar a luz. Deixar cada impressão, cada semente de um sentimento germinar por completo dentro de si, na escuridão do indizível e do inconsciente, em um ponto inalcançável para o próprio entendimento, e esperar com profunda humildade e paciência a hora do nascimento de uma nova clareza: só isso se chama viver artisticamente, tanto na compreensão quanto na criação.

Não há nenhuma medida de tempo nesse caso, um ano de vida nada vale, e mesmo dez anos não são nada. Ser artista significa: não calcular nem contar; amadurecer como uma árvore que não apressa sua seiva e permanece confiante durante as tempestades da primavera, sem o temor de que o verão não possa vir depois. Ele vem apesar de tudo. Mas só chega para os pacientes, para os que estão ali como se a eternidade se encontrasse diante deles, com toda a amplidão e a serenidade, sem preocupação alguma. Aprendo isto diariamente, aprendo em meio a dores às quais sou grato: A paciência é tudo!"

...

"Viver e escrever no cio."

"De fato a vivência artística está tão inacreditavelmente próxima da vivência sexual, de sua dor e de seu prazer, que os dois fenômenos na verdade constituem apenas formas diversas de um mesmo anseio e de uma mesma ventura. Se, em vez de cio, pudéssemos dizer sexo, em um sentido ELEVADO, AMPLO, PURO, não afetado por nenhuma suspeita equivocada por parte da igreja, a sua arte seria grandiosa e infinitamente importante. Sua força poética é intensa como um impulso primitivo, ela possui alguns ritmos próprios violentos e jorra como que de uma montanha.

Contudo, parece que essa força nem sempre é sincera e sem vaidade. (Mas essa é mesmo uma das mais difíceis provações para o criador: ele precisa permanecer sempre inconsciente, desprevenido de suas melhores virtudes, caso não queira tirar delas a inocência e a integridade!) Quando então, irrompendo em seu ser, essa força chega á sexualidade, não encontra ali um ser humano inteiramente puro, como necessitaria encontrar. Há ali um mundo sexual que não é totalmente amadurecido e puro, um mundo que não é suficientemente humano, apenas viril, que é cio, embriaguez e intranquilidade, carregado com os velhos preconceitos e vaidades com que o homem deformou e sobrecarregou sobre o amor. Como ele ama apenas enquanto homem, não enquanto ser humano, há em suas sensações sexuais algo restrito, aparentemente selvagem, enraivecido, temporário, efêmero. Essa arte não é destituída de máculas, ela é caracterizada pelo tempo e pela paixão, pouca coisa dela há de durar e permanecer. (Mas a maioria das formas de arte é assim!) Apesar disso, porém, é possível alegrar-se profundamente com o que nela é grandioso, sem se perder com isso e sem se tornar um adepto daquele mundo dehmeliano*, tão infinitamente inquieto, recheado de adultérios e distúrbios, distante dos destinos reais, que causam mais sofrimentos do que essas pertubações temporárias, mas também dão mais ocasião para a grandeza e mais coragem para a eternidade."

R. M. Rilke

...

*Richard Dehmel (1863 -1920), escritor e poeta alemão ligado ao Naturalismo.

Noite Transfigurada

de Richard Dehmel

"Duas pessoas caminham por um desfolhado, frio bosque,
a lua marcha com eles, eles olham para ela.
A lua marcha acima dos altos carvalhos,
nenhuma nuvem turva a luz do céu,
no qual as negras pontas dos galhos se estendem.
A voz de uma mulher diz:

Eu trago uma criança [no ventre], e não é sua,
eu ando em pecado perto de você.
Eu cometi uma dura ofensa contra mim mesma.
Eu não acreditava mais que poderia ser feliz
e tive ainda um forte desejo
por algo que desse sentido à minha vida: a alegria de ser mãe e seu trabalho; assim eu me atrevi,
assim eu deixei meu sexo
ser tomado por um homem estranho.
Agora a vida tem sua vingança:
agora eu conheci você, sim, você.

Ela caminha com passos desajeitados.
Ela olha para cima; a lua marcha próxima.
Seu escuro aspecto inunda-se em luz.
A voz de um homem diz:

A criança que você concebeu,
não deve ser oprimida por sua alma,
oh veja, como claramente o universo brilha!
Há um brilho em torno de tudo,
Você flutua comigo sobre um mar frio,
mas um calor especial tremula
de você em mim, de mim em você.
Ele vai transfigurar a criança do estranho,
você a transforma para mim, como se ela fosse minha;
você trouxe o brilho para mim,
você fez uma criança para mim mesmo.

Ele a agarra pelos seus vigorosos quadris,
Seus hálitos se beijam no vento.
Duas pessoas caminham por uma imponente, brilhante noite."

...

[Tem sempre uma explicação. Mas nada explica tudo.]

...

domingo, 8 de março de 2009

Em Qualquer Lugar

...
É de contrariar tendências do mundo pós-moderno que são(?) tidas como certeza para este século. Ou apenas uma mudança de perspectiva. Uma brasileira espancada e esfaqueada supostamente por ser brasileira (ou que inventou todo o caso e essa justificativa para fazer escarcéu na imprensa - o que seria pior, numa análise sociológica?), e logo os comunicadores apontaram uma conexão do ocorrido com leis antiimigração e novos planos de governo adotados por alguns países desenvolvidos, incluindo Inglaterra e Estados Unidos, que visam estimular a política interna com geração de empregos e movimentação de capital, mão-de-obra e matéria-prima dentro de seu próprio país.

Ou seja: vem a mídia com uma provável tentativa de ser o instrumento principal de uma redefinição de globalização, um conceito à distância, hiper-real. “Nacionalismo aumenta! Será o fim do sonho americano, ou de algum outro sonho estrangeiro?” Uma espécie de castração: “Está perigoso. Olhe, mas não toque.” Ou algo tecnologicamente mais avançado: “Busque alternativas virtuais... É como se tocasse, mas não toca de fato... e é mais seguro.” Um alarme falso, mas quem se importa? O foco no medo do desconhecido, nas fobias, uma tentativa de bloquear a esperança e os vôos altos em busca de um mundo fraterno, com problemas muito sérios a resolver (a questão ambiental, por exemplo, nada mais global nesta ou em qualquer outra era), é uma alternativa fácil de abordagem. Já ficou antiquada. Extremamente antiética.

Coberturas de casos como o de Paula Oliveira desvirtuam diversos conceitos importantes e emergentes sobre questões como Crimes de Ódio e Anticidadania e aproveitam-se de uma situação mundial vulnerável para resgatar sentimentos desgastados. De certa forma, com tantas possibilidades de chegarmos mais perto de uma reavaliação da moral, optamos por aguçar nossa insensibilidade com todas as informações que recebemos sobre o que se passa no mundo. Subdesenvolvidos se autoflagelam, e firmes e fortes ficam os partidos e grupos de “extrema”, que silenciosamente contribuem com sua parcela para manter a desordem mundial.

[Redações não mudam o mundo.]
...

tudo culpa da sua cabeça.

...
não era vazio existencial.
porque AGORA você o conheceu.
maldito dia seguinte.

[drama queen!]
...

terça-feira, 3 de março de 2009

Dizem que o Bill Gates é inteligente. Será que ele é mesmo inteligente?

...

Liberdade Ilusória

[Era carnaval. Ou tinha sido? Eu estava escutando Clube da Esquina, passeando pela avenida mais famosa desta... cidade, às 4 horas da madrugada de uma Quarta-Feira de Cinzas. Ele veio, cruzando esquinas... Umas três pessoas, entre elas dois seguranças de um prédio em construção, assistiram ao ocorrido.]

- Pode me dar licença, senhor? É que eu tô de liberdade condicional faz uma semana e eu tenho uma família pra sustentar, será que você não pode me ajudar com alguma quantia aí... ?
- Hum... [Tirei os fones do ouvido. Cutuquei o bolso. Tinha uns dez reais em trocados... mais uma moeda.] Posso sim, ó... Te dar essa moeda. Um Real.
- Ah... Tá brinc... Haha... Num tem mais nada pra me dar não?
- Hum... Não. Não tenho não. Só esse um Real. Vou até voltar à pé pra casa...
- É assim então?
- É assim...
- Tá bom então, meu filho... Muito obrigado...
- Nada...

[Volto a escutar Clube da Esquina. Volto à pé pra casa. Impossível pegar ônibus essa hora... aqui.]


Fábio

[Na orla da praia. Ele passa de cueca samba-canção. Escolhe a gente: eu mais dois amigos. E para.]

- Velho, as pessoas não tão me escutando! Não tão memo!
- Oi?
- Num tão... Num tão...
- Oi?
- Preciso de dois conto que tá me faltando prá comprá um marmitex... Pode arranjá pra mim? Dois conto, velho? Dois conto?
- [...] E esse dinheiro aí que tá na tua mão?
- Tenho só esses trocado aqui ó [senta e joga no chão uma nota de um Real e umas moedas], é pra tomar um ônibus pra Praia Grande.
[Ele tem um sotaque carioca forçado.]
- Onde tem marmitex vendendo nesse horário? [20 horas e 40 minutos... de um Domingo.]
- Alí ó. Tem um amigo meu que vai conseguir pra mim... Tá me devendo.

[Ele apontou para um restaurante chique, de esquina com a avenida mais famosa desta... cidade.]

- Mas alí não tem marmitex, mano.
- Não? Tem sim, velho, vai, dois conto aí, vai dizer que tú num tem? Dois conto, velho, dois conto...
- Tenho não.
- Dois conto, velho, vai... Dois conto...
- Não tenho. Tô pobre. Não tenho...
- Vou te contar uma história: tava num jantar de natal com meu pai, aí tava nóis na mesa e ele veio e me perguntou: "Já conseguiu se arranjá na vida?". Aí eu respondi o que não devia: disse que sim, velho. Sabe, a gente pensa que sabe tudo, e não presta atenção nos mais velhos. Eles são mais sábios, velho. Escuta bem o que eu tô te falando, tem que ser inteligente, velho, escuta bem: presta atenção no que dizem os mais velhos! Agora, velho, por favor! Eu tô precisando de dois conto prá comprá...
- Não tenho, mano. Não posso. É sério, vou até voltá a pé pra casa...
- Tá bom, velho, tá bom. A melhor coisa que tu poderia me dar não era os dois conto, e tu me deu: foi tua atenção, velho. Tu me deu tua atenção. Mas é isso aí, velho, tem que ser inteligente. Bill Gates por exemplo... Dizem que o Bill Gates é inteligente. Será que ele é memo inteligente? Eu não sei se ele é inteligente. TU é inteligente, velho. Eu vim aqui e pedi os dois conto, aí tu sacou a parada e me perguntou onde eu ia comprar o marmitex... Tu é inteligente, e velho...
- É...
- Meu nome é Fabio. Qual o teu?
- Fraudelino.
- Tu tem orkut?
- Ah... ahahahaha... haha...
- MSN?
- Tenho sim, amigo, mas não vou te dar meu orkut não... [Piscada que nem senti e já saiu, risada levemente sarcástica.]
- Precisa não, velho. Não precisa passar o teu orkut, sabe por quê? Porque eu te acho...
- Ah... [Outra piscada. De "malandro que é malandro".]
- Tenha uma boa noite, Fraudelino...
- Você também, Fábio...
- Ah, só uma pergunta, antes de ir embora: você sabia que o chão vai subir, partir ao meio, e as estrelas do céu vão cair?

[...]

[Foi embora para um lado.]

- Viva. Orkut atingindo todas as classes sociais...

[Eu voltei à pé, por outro. Uns minutos depois. Despedi-me dos meus amigos. Tinha alguns reais no bolso, mas preferi economizar o pouco que me sobrou depois de extravazar no carnaval. Cheguei em casa e lembrei do final daquele filme de David Lynch em que só o Homem Elefante não era um monstro. Aquela cena em que ele finalmente deitou para dormir.]
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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Está no filme de Gus Van Sant. Eternizou.

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O primeiro tiro que Harvey Milk levou consigo foi disparado contra sua mão. Um impulso corajoso, contra um impulso covarde.

Um brinde aos impulsos desta vida.
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vitae

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não há ação sem consequências
não importa o seu currículo
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...da resposta a uma mensagem estimulante (2)

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a música do chico buarque... linda. eu vou escutar mais e mais de chico, a partir de agora. mas, o que VOCÊ me disse com ela... espere um pouco. espere. não diga isso ainda. não há como você ter certeza. converse comigo. eu preciso. eu conversarei muito com você. seriamente, sobre tudo que pudermos. preciso saber quais são meus limites, para depois ultrapassá-los. preciso aprender a sentir algo e desfrutar da reciprocidade. por favor, calma. você dominou meu espaço livre para o pessimismo e adiou minha dispersão, eu não esperava algo assim, tão rápido, mas ainda tenho muito a quebrar deste muro. tenho 19 anos e sou um anormal, o que você esperava?

[Não se pede uma coisa dessas a quem se apaixona.
É sentir na pele para saber.
É tão racional... tão correto... tão verdadeiro... tão inventado.]
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

...da resposta a uma mensagem estimulante (1)

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cara de brabo? hehe, impressão sua. mas vou procurar aparecer melhor na foto. para isso, vou precisar dar mais valor ao que há de espontâneo nas situações e em mim - esse deve ser o segredo. espero poder conversar com você mais vezes, ampliar os horizontes, descobrir coisas sobre você e e sobre mim, e corresponder às expectativas, embora haja, de fato, uma distância real (física e vivencial) entre nós. afinal, deve haver algo de grandioso em cobrirmos as necessidades um do outro e ajudarmos a vida a nos salvar.

conversar é maravilhoso, tinha esquecido disso.
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

ESPECIAL.

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Antes até que eu notasse...
Ainda bem que eu notei.
O que você viu, ouviu e sentiu...
e o que eu também.
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Não cresçam, por favor!

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Cuidado com o que você deseja aos outros...
Pode realmente acontecer... com os outros.

(Sentiu alguma coisa apertando no peito? Não?
Então você está pronto para a vida adulta.)
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Resumo de Um Dia

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Blasfêmia!
Heresia!
Capuz.

Protesto?
Choro.

Mãe?
Choro.

Desgosto?
Humm... Não meu.

Amor?
Sim.


Saldo:

Melancolia e orgulho não são mais pecados capitais.
Mas a preguiça é.
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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Desde então, a vejo vez ou outra. Deixou de ser figura.

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Então, eu tinha acabado de falar do mendigo, do mendigo enquanto figura, que é uma coisa animal cruel nossa, nossa enquanto figura, que mesmo que ele fosse a melhor pessoa do mundo causaria repulsa pelo seu cheiro.

Pois é. Entro num ônibus intermunicipal e me deparo com um destes. E é uma mulher. Está no fundo. As pessoas entram, vão até o fundo, se dão conta de quem está lá

e voltam.

"Passa o arroz! Elvis não morreu, bicharada!"
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Engraçado.

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A acidez é que me cansa. Não a doçura.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A Polêmica Batalha dos Princípios

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"Roubar beijo dá prisão em Pernambuco
Infratores podem passar até dois anos na cadeia

Da redação

Para quem estiver de passagem no bloco Galo da Madrugada neste sábado (21) uma boa sugestão é não abusar das belas de plantão. O Ministério Público, a Defensoria Pública e o Tribunal de Justiça estão de olho para julgar quem for apanhado por crimes de menor potencial ofensivo, como brigas e até tentar beijar outra pessoa à força.

A ação chamada “Justiça do Folião” deve punir em até dois anos de prisão quem roubar beijos nas festas em Olinda e Recife. O infrator poderá ainda pagar multa ou prestar serviços à comunidade. Ao todo, quatro promotores, dois juízes, defensores, advogados e servidores estarão de serviço no Fórum Thomaz de Aquino, das 10h às 21h.

Olinda realiza projeto-piloto da ação neste domingo (22), considerado dia de maior movimento de turistas e foliões na cidade. (ig.com.br - 20/02)

[Afinal, quem quer o meio-termo?]
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Não conheço revolucionário que não imponha de suas próprias conclusões, então me mostro Fraude por eles todos.

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Eu não poderia estar mais ajustado à sociedade a qual pertenço.
Uma sociedade que escolhe seus vilões dia-a-dia.
Que transforma tudo numa novela.

Supostamente há grandeza maior neles.
E menor em saber "como foi o seu dia" e "por que você está assim".
Se você ainda pensa, procure a raiz de tudo.
Ela não existe.

Há alí algo parecido com um motivo, que você inventou.
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O Mau Esta na Civilizassaum

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O silencioso mártir, Eu, propõe:

Uma luta diária, interna
e cada vez mais involuntária
por um mundo menos

hipócrita (das coisas mais prazerosas)
medroso (das coisas mais benéficas)
invejoso (das coisas mais comuns)
mentiroso (das coisas mais puras),

ou seja, absurdo,

e agora questiono bravamente o uso do

SOLILÓQUIO.

Artistas e comunicadores estão aderindo ao dito cujo.
Ou seja: o mundo inteiro está!
Quase estamos nos entendendo somente por este...

meio.

Um tal de "Hã?", "Quem?", "Como?",
não entendi nada,
entendi tudo,
não ouvi o que queria,
nem me venha falar de...
ai... que que foi?

No pain.

No pain?
No pain, no gain!
Even more pain com o SOLILÓQUIO!
É hora de estabelecer que se compreendeu o que foi dito.
Contato imediato.
Uma questão de prática. Entender universos.
Quando feito em conjunto, as dores se casam, se anulam, se esquecem. Sei lá.

É, sei lá!
Um "sei lá" torna tudo muito mais legítimo.
Um ponto de interrogação, exclamação...
Reticências, olhaí, por que não?

  • Tabulações e espaçamentos...
(Bom... Talvez por isso eu seja o Dr? Fraude.)
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