Tenho 12 anos. É um fim de semana. É noite. Estou brincando na rua, feliz, com meus amigos. Em minha mente e meu espírito. Confio nisso. Eles são meus amigos. Eles estão COMIGO. Eles desejam minha companhia. Eles estão se comportando estranhamente. Eles saem correndo e entram na casa de um deles. Eu grito desesperado e os chamo de folgados. Eles voltam, me ameaçam, me expulsam. Eu subo ao meu apartamento [, 3º andar], o prédio fica ao lado daquela casa. A janela do meu quarto idem. Quando chego [lá] e abro a janela, ouço um deles falando que tem nojo de mim. Que não suporta ouvir minha voz. Os demais concordam. Eles não desejam minha presença. Choro muito. Grito para o meu travesseiro. Rezo para aquilo não estar acontecendo de verdade. Pergunto se um dia ainda me recupero por completo, e quando chegará esse dia. Sonho. Durmo.
...
Aaaaah
Aaaaaaaaaah
Aaaaaaaaaaaaaaaaaah
Refestança dança, daaaança, daaaaança,
Daaaaaaaança quem pode dançaaaar
Refestança canta, caaaanta, caaaaanta,
Caaaaaaaaaanta quem pode cantaaaaaaa aaa aar
Na hora aqui agora quando a banda tocar
Senhoras e senhores, crianças vamos voar
Voar, voar, podem desatar os cintos de segurança
Que a esperança é vontade
Que a bonança é verdade
Que a verdade é amar
Aaaaaaaah
Aaaaaaaaaaaaah
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaah
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!
Refestança dança, daaaança, daaaaança,
Daaaaaaaança quem pode dançaaaar
Refestança canta, caaaanta, caaaaanta,
Caaaaaaaaaanta quem pode cantaaaaar
Só não pode quem não quiser
Ver que o céu da Terra é azuuuuuul
Ver que o verde é verde
Que a vida viaja
Que com a vida a gente vaaaaaai
Vaaaai
Vaaaaaaaaaai
Vaaaaaaaaaaaaaaaaaai
Ai...
...
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