terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Auto-Crítica: Eu Amodeio Você.

...
O que mais pode acontecer?
Não sei até hoje quais energias te regem, e a mim pareço o único no mundo que (AINDA) se importa com isso.

Mas, no (meu, apenas, sempre) início, eu sabia quais eram. Naquele mesmo momento em que acabei por te conhecer, acreditava em cada ideal que tinha. Foi numa noite em que tudo e eu só poderiamos ser melhores dali para frente.

Porque estava vivendo meus 15, 16, 17, 18 anos.
Chegando com uns 2, 3, 4, 5 de atraso.
Que amadurecência é essa em que se chega sem antes... enfim...
Aventuras que eu passei a ter só a partir dos 19.
E até hoje foram poucas, por falta de dinheiro;
Por falta de uma atitude em prol dessas e d'outras vantagens;
Por não me importar muito se você tem carro, já viajou, sabe mais de História ou já trepou das maneiras mais fudidas. [Eu mudei um pouquinho só nesse aspecto, de uns meses pra cá.]

Acontece que aquele era o caminho que EU tinha levado, nada mais, nada menos. E decepcionar-se com esse cruzar tão acidental de estradas, tão pouco proposital e tão destrutivo para o meu lado, é uma dor que vou levar comigo pelo resto da minha vida. E não é dor pequena, não é dor de cotovelo, é uma dor digna, uma dor dessas "e se fosse assim", "e se eu tivesse dito aquilo", "se eu não tivesse reagido desta maneira", mas sem a flagelação de um arrependimento. É um peso de auto-crítica, não só do que falta em mim para eu ser mais quem eu quero ser, mas também do que falta no mundo em que vivo. E, principalmente, na minha imagem. Me fazer entender. Eu queria que fosse mais fácil, mas sendo eu quem sou, vejo que não é.

Levarei mais tempo. Não sou prodígio, sempre contei apenas comigo mesmo para elevar minha estima - e nunca consegui fazê-lo de outra forma. Não consigo ser afetuoso sem sentir-me seguro. Não consigo sentir-me seguro ao lado de uma pessoa se duvido das energias que a regem.

E, por isso, amodeio você. Amo quando percebo as tuas energias, odeio quando as acho ruins e vejo que às vezes estava equivocado. Eis o meu carma: vivi uma vida de equivocos. Mais do que erros, crimes - equívocos. Cada um me ensinou algo. E cada um dos meus tantos equívocos com você, dos quais não sei se tem ideia, me ensinou algo. E eu me torno um pouco mais quem eu posso ser. Sabendo o que há de ruim e o que há de bom no que é certo, no que é errado e no que eu quero.

Mas,
ei,
você que está lendo isso aqui e pensa, "haha, que da hora, eu estou aqui nesta história, sou o Bad Guy ou a Bad Girl ou o/a Bad Tran daquele parágrafo ou do texto todo",
entenda que a auto-crítica sempre chega na vida de uma pessoa.

Mais cedo ou (BEM) mais tarde.

Sem querer fazer a santa, ou a evangélica, e mais seguindo o exemplo de Julian Casablancas: Desculpo-te, mesmo que não me peças desculpa.

A única pessoa que nunca vou desculpar sou eu mesmo.
...

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