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[de 05/08/2007... para um outro blog, extinto, também de Baixa Frequência - com o perdão do trocadilho]
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No ônibus, enquanto ouve operários falando sobre fôtêból e comêda na mesa, preparada pela mulher. "Todos tem seu refúgio. Menos aquela mulher. E aquela. E aquela."
Em casa, enquanto sua mãe supervaloriza a performance da Íris Stefanelli no TV Fama. "Você a ama acima de tudo. Isso, sua mãe. A Íris... tá aproveitando, né?"
No semi-trampo, enquanto o chefe lhe diz "Você precisa amadudecer para ontem, muleque" e arrota um "Bufff" fétido bem na sua cara. "É um processo lento para alguns... AAAnd I'm outta here."
No cinema multiplex/teatro, quando pisam em falso no degrau que está ao seu lado, tal como ele havia feito em momentos passados. "O que eu não quero para mim, eu não faço para os outros. Não ria, Avoado! Não ria!"
Tudo rende estudos filosóficos para ele. Tudo o desconcentra. Mas seu caminho de reflexão é, na verdade, um ciclo de reflexão que só se completa quando o foco torna a ser sua própria condição:
"Eu estou fud... opa, perrrdido de amorrr, e não tenho esses olhos para mais ninguém. Ao mesmo tempo que tenho para todo mundo. Compreeeeeende? Estou olhando para o mundo, porque assim quero e assim sinto, mas meus olhos não mais me pertencem. Vejo meu amor e é como se não tivesse o menos absoluto controle sobre eles. Quer dizer, não seria bem controle... De certo não temos poder algum sobre nossos olhos, mas aprendemos bastante sobre eles com o passar do tempo e acabamos pegando certa manha de brincar com esse não-poder. É uma defesa tão automática... tão óbvia... tão enraizada. Luto o quanto posso para me desfazer dela. É uma defesa inútil. Talvez o melhor a fazer seja mesmo ter um amor.
Pelo menos um."
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[de 05/08/2007... para um outro blog, extinto, também de Baixa Frequência - com o perdão do trocadilho]
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No ônibus, enquanto ouve operários falando sobre fôtêból e comêda na mesa, preparada pela mulher. "Todos tem seu refúgio. Menos aquela mulher. E aquela. E aquela."
Em casa, enquanto sua mãe supervaloriza a performance da Íris Stefanelli no TV Fama. "Você a ama acima de tudo. Isso, sua mãe. A Íris... tá aproveitando, né?"
No semi-trampo, enquanto o chefe lhe diz "Você precisa amadudecer para ontem, muleque" e arrota um "Bufff" fétido bem na sua cara. "É um processo lento para alguns... AAAnd I'm outta here."
No cinema multiplex/teatro, quando pisam em falso no degrau que está ao seu lado, tal como ele havia feito em momentos passados. "O que eu não quero para mim, eu não faço para os outros. Não ria, Avoado! Não ria!"
Tudo rende estudos filosóficos para ele. Tudo o desconcentra. Mas seu caminho de reflexão é, na verdade, um ciclo de reflexão que só se completa quando o foco torna a ser sua própria condição:
"Eu estou fud... opa, perrrdido de amorrr, e não tenho esses olhos para mais ninguém. Ao mesmo tempo que tenho para todo mundo. Compreeeeeende? Estou olhando para o mundo, porque assim quero e assim sinto, mas meus olhos não mais me pertencem. Vejo meu amor e é como se não tivesse o menos absoluto controle sobre eles. Quer dizer, não seria bem controle... De certo não temos poder algum sobre nossos olhos, mas aprendemos bastante sobre eles com o passar do tempo e acabamos pegando certa manha de brincar com esse não-poder. É uma defesa tão automática... tão óbvia... tão enraizada. Luto o quanto posso para me desfazer dela. É uma defesa inútil. Talvez o melhor a fazer seja mesmo ter um amor.
Pelo menos um."
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