terça-feira, 7 de abril de 2009

Sempre uma chance.

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W. Whitman, mais uma vez, explica:

"És a nova pessoa vinda a mim?
Toma um aviso, para começar: com certeza eu sou muito
diferente de quanto imaginaste.
Imaginas que em mim acharás teu ideal?
Julgas tão fácil assim eu me tornar teu amante?
Pensas que minha amizade será satisfação imaculada?
Achas que eu seja fiel e mereça confiança?
Tu nada vês além desta fachada, do meu jeito macio e tolerante?
Julgas estar avançando em bases realmente firmes na direção
de um homem realmente heróico?
Não te passou pela cabeça, ó sonhador, que tudo pode ser
maya, ilusão?"

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"Máquina alguma de poupar trabalho
nem descoberta eu fiz,
nem sou capaz de deixar após mim nenhum rico legado para
fundar hospital ou biblioteca,
nenhuma reminiscência de um ato de coragem pela América,
nem êxito literário ou do intelecto, nem livro para as estantes,
senão uns poucos cantos vibrando no ar eu deixo
aos camaradas e amantes."

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"Neste momento terno e pensativo sentado a sós,
sinto que há em outras terras outros homens ternos e
pensativos,
sinto que posso dar uma olhada por cima e vê-los na Alemanha,
Itália, França, Espanha,
ou longe, muito longe, na China, Rússia ou Japão, falando
dialetos outros,
e sinto que se pudesse conhecer esses homens poderia eu ficar
ligado a eles como faço com homens de minha própria terra,
ah sei que poderíamos ser irmãos ou amantes,
sei que estaria feliz com eles."

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"Às vezes com quem amo fico cheio de raiva,
por medo de estar dando amor não retribuído;
agora penso porém que não há amor sem retribuição,
a paga é certa de uma forma ou outra.
(Amei certa pessoa ardentemente e meu amor não foi
retribuído,
mas desse alguém eu tirei com que escrever estes cantos.)"

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[E no meio de um banho concluo pela enésima vez que não há ou mais haverá gênios vivos no mundo. Qualquer fraude hoje é facilmente desmascarada, para qualquer sentido ativo. Ora vivendo, ora pensando entender, ora "desentendendo". Nada sólido o bastante para permanecer e não ser mudado. Sonhos, buscas, surpresas são algo mais vívido e possível de se tocar. Somos todos gênios e estúpidos em potencial... em estado de mente auto-indulgente. Mas, sim, farão falta gênios como os de antigamente, que já explicaram tudo. São muitos. Não farão falta gênios como os de hoje. Tão decifráveis.]

[Uma das coisas mais engraçadas de se ler na internet atualmente é a interação, intervenção ou troca de ofensas entre artistas pelo Twitter. Quero ver quando teorizarem uma época como essa no futuro, se é que essa coisa de teoria vai sobreviver. A muito custo e constantes renovações durará a Pesquisa.]
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