Sim. Esta possibilidade, que não deu certo.
E abrir outras.
Chega de infortúnios, de poucas e más leituras, de recorrer ao passado e precipitar o presente, de usar este subterfúgio que não dá certo.
Não. Não vou me matar.
Só meu autor pode acabar comigo.
E ele decidiu fazê-lo.
Juro que não esperava.
Esperava isto, aliás, de tantas outras formas...
Mas, enfim, por que não deu certo?
Será que meu autor não queria isso?
Não tinha coragem o bastante?
Nem talento? Nem conhecimento?
Nem vontade de me mostrar para o mundo?
O que é dar certo?
O que é necessário para tal?
Por que acho que não deu certo?
Já sei.
Não trago felicidade alguma ao meu autor, há um bom tempo.
Não trago nada de bom, na verdade.
Me tornei contraproducente.
Mas, ei, não é meu autor quem decide isso?
Então o contraproducente é ele!
Acho que é por isso que ele vai me matar, então.
Ele não sabe mais o que fazer comigo.
E eu que pensava que ele era meu amigo.
Oh, doce ilusão.
Ah, sabe de uma coisa?
Agora quem não quer mais sou eu.
Vai lá correr atrás do seu PhD em alguma coisa, seu autor de merda! Vai viver o sistema, sem mim!
Eu não quero mais nada dessa vida...
...
Só eu sei o que eu passei...
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