sábado, 13 de outubro de 2012

Approach

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Escrito com primeiras pessoas. Prego-me na cruz - apenas metaforicamente, sem culpa, ressentimento ou ideia fixa quaisquer.

É que, como quase todos os pensamentos que constam neste blog, este resulta de rascunhos feitos ao curso dos dias, costurados, remendados, adaptados ao ambiente, impulsivamente.

São autoanálises criativas, olhares para futuros, passados e presentes, próximos e distantes.

Olhares mais inofensivos a mim mesmo.
Crescimento espiritual.

Se ainda constam aqui, é porque mantiveram ou ampliaram sua razão de ser.

O heterônimo não o é à toa.

O é porque consegue se desvencilhar das limitações projetivas de seu criador.

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Ultimamente, a cada minuto, chega alguém com uma nova proposta de approach entre as pessoas, supostamente definitiva (ou definitivamente copiada), esperando, creio eu, eliminar todos os desafetos do mundo. Mas ainda conseguem criar novos - e de repente, até mais desafetos do que os que possuam, de fato, esta intenção, propriamente dita. Eis a incompreensão, se alastrando mais uns cantos... assim como a superficialidade.

Não adianta complicar o que é simples e primitivo.
Profetas, filósofos, mahatmas... Ninguém consegue a unanimidade.
Nem por alcance, nem por aceitação.

Mas não me refiro a desordens ou diferenças essenciais entre os seres com a expressão "simples e primitivo". Me refiro ao material bruto que sobrevive intacto a cada novo insight: as expressões originais da existência humana que sufocamos na ordem atual, mas que sempre existiram e existirão; os códigos que surgiram do instinto inocente dos primórdios e os novos, racionalmente incorporados.

Enfim.
Pior mesmo é quem cria approaches buscando novos desafetos.
(Será que acabei de cometer este engano, com o nome Approach?)

Mas foi sem querer querendo!

Fazer o bem é não faltar com a generosidade.
Não violentar por ocultar a verdade.
Dizer a verdade sem violentar.

No entanto...
Qual a melhor forma de dizer o que tem de ser dito, senão... aquela como dizemos, certo? Teoricamente, tudo o que é dito deveria ter passado pelos seus devidos filtros.

Mas não tem mais como eu errar o julgamento, a postura, eu já amadureci, evoluí meus pensamentos... É impossível eu ter errado o tom, o vocábulo, a pontuação, a retórica! Sou adulto!

Exceto que... eu ainda erro. A criança em todos nós.

Tenho 24 horas por dia e minhas próprias circunstâncias.
E ainda tenho que dormir.

Persigo o domínio mental de tudo isto.
Acordo melhor amanhã, pronto para novos e despercebidos equívocos.
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sábado, 22 de setembro de 2012

Manual

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Pôr a vida no automático? Nunca. É o que me salva de ser só mais um homem pseudomaduro e atroz, como manda a cartilha do príncipe.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Onde Os Poetas Não Têm Vez

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Que momento-lugar é esse, em que você não se encontra?
Falta algo na projeção. Falta posição.
Falta escolher uma opção dentre as já existentes.
Falta ser assim visto.

Será que sou um inventor?
Onde estão minhas asas?
Dane-se. Vou criar novas.
Enquanto isso, vou de ônibus.
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"O Aguilhão do Orgulho" ou "Ramacháraca Explica O Que, No Intercâmbio, Não Se Aprende Nunca!"

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"Nós todos estamos dentro; no Todo não há lugar para se designar com a palavra "fora". Quando vos sentis orgulhosos com todos os seres vivos, com toda a vida, com o total dos seres, não sois egoístas; mas logo que vos colocais à parte numa classe, seja esta classe composta de vós só, ou de vós e toda a Humanidade, excetuando um só indivíduo, estais cedendo a uma sutil forma de egoísmo. Não se pode omitir nem o último dos homens. Não possuis qualidade ou adiantamento que não seja propriedade da Humanidade inteira; (...) Tudo de que pensais que é superioridade, é apenas um pouco mais de idade, um pouco mais de experiência neste plano de existência.

Vosso orgulho é o louco orgulho infantil da criança que está saindo da primeira classe para entrar na segunda, e olha soberbamente a um bando de pequerruchos que estão entrando na que ela já passou. (...) Um sentimento de alegria por ter feito o seu trabalho, por ter subido, não é indigno. Preservemo-nos, porém, do sentimento de superioridade aos que ainda estão subindo: aqui está o aguilhão do Orgulho. Extrai o aguilhão e a vossa vespa é inofensiva."
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domingo, 22 de julho de 2012

Colagem (em construção)

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AOMDOIRO
IMNAOLCAÊNNDCRIAAGEM
DSEOCNEHPOÇSÃO

RAEBEANNCDOONNTORO
SDEENPSROEDSESHÃUOMOR
MHAICPOONCHRAISIA
ESXUPREPCRTEASTAIVA
RDEECSUGPAESRTAEÇÃO
CDHEASNDCEEM
IMNUDDIAFNEÇRAENÇA
VLAILXOOR
HDOENRERSOTTIADADE
CDREISAEÇNÃHOO
EMSÍCDOILAHA
PDIIENDHAEDIERO
OARLGEUGLRHIOA
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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Reler - e enfrentar o outrora.

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Ando pensando no tempo como um potencial emburrecedor - algo bem complexo, visto além da superfície, mas repleto de escolhas simples, feitas em cada dia do cotidiano. Lembro melhor do que fiz ontem - é minha principal referência quando acordo. Ah, e quando digo potencial, claro, não me esqueço que essa condição não é irreversível - muito pode ser feito: ideia que gera agonia e pressa. E é péssima essa "agonia e pressa" que vem logo depois da ideia (errada?) de "desperdício de tempo" - conclusão que tira a ansiedade inútil.

Ou não.

Além de ler o novo, releia.

Reler - e reler - e reler - para nunca se esquecer.
Ter calma. Mesmo num mundo que te obriga a Curtir antes de ver.
Onde há alta pressão, há baixo aprendizado.
Sentimento? Desdenhado.
Frustrações? Ouse revelar uma. Todos temos.

Frustrações impulsionam.
Para onde? Eu que pergunto.

Nota de um anjo chamado Ígol:
Há tanto a explorar, querido...
Você tem "mais de vinte anos", não mais de trinta.
E, de qualquer forma, pode morrer hoje mesmo, quem sabe?
Querer viver já é informação pra cacete.

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